sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Porque é fim de semana: Folgosinho

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para a freguesia de Folgosinho.
Situada num local de difícil acesso, nasceu uma povoação entre o Castelo e o Outeiro, onde se pensa terem existido dois castros pré-romanos.
Os romanos deixaram na povoação, diversos testemunhos da sua passagem, como é exemplo a Calçada dos Galhardos.

Esta pequena vila de casas simples e tradicionais, muitas delas com as fachadas decoradas com painéis de azulejos com quadras populares , advoga para si a naturalidade de Viriato.
Na altura  da Reconquista cristã , D. Sancho I concedeu-lhe carta de foral em 1187. D. Afonso II confirmou o foral em 1217 e acredita-se que D. Dinis também o tenha feito durante o seu reinado.
Em 1512, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo.
Em 1836, a reformulação administrativa do reino extinguiu o concelho de Folgosinho, passando a freguesia  a integrar o de Gouveia.
Na vila, encontram-se várias marcas judaicas e cruciformes que atestam a presença daquele povo, nesta localidade.


O orago da povoação é  São Pedro
A sua igreja Matriz a paróquia era vigararia e comenda da Ordem de Cristo, que andava na Casa dos Viscondes de Vila Nova da Cerveira. Foram donatários os Marqueses de Arronches e depois os Duques de Lafões.

Para além da Igreja Matriz, em Folgosinho existe um património relevante dos quais destaco:

- Capela de São Faustino


Situada no Largo José Fernandes este templo religioso data do século XVI e foi restaurada em 2006.

- Capela de Nossa Senhora do Assedasse


Esta capela românica datada do século XII é dedicada a Santa Mãe de Deus sob a invocação de Nossa Senhora do Assedasse e está situada no vale do Mondego, perto do Covão da Ponte.

- Capela de São Tiago


- Castelo


O Castelo é o ex-libris de Folgosinho e a crença popular atribui a  sua fundação é a Viriato. No entanto, o castelo primitivo terá sido construído no século XII, durante o reinado de Dom Sancho I, sobre ruínas de um castro lusitano.
Foi reconstruído no século XX, onde subsistem vestígios da fortificação medieval.
Em 1936, foi classificado como Imóvel de Interesse Público constituindo uma das maiores  atracções da vila.

- O Pelourinho


O Pelourinho original foi destruído em 1864, sendo reconstituído no mesmo local,  em 1937, por iniciativa da Junta de Freguesia de Melo.
Pelourinho do tipo pinha cónica, construído no local onde existira um antigo pelourinho.

- Calçada Romana

- Vestígios de judiaria


- Fonte do Pedrão


- Fonte do Gorgulhão


- Fonte dos Limos Verdes




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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Várzea de Meruge-Seia


Hoje vamos para a Várzea de Meruge, a aldeia que com Carragozela, forma a União das Freguesias de Carragozela e Várzea de Meruge.


A origem desta localidade remonta aos tempos da época pré-romana,comprovado pelo topónimo “Meruge”, com terminação em “uge”, de origem romana (região da Ligúria).
Segundo as Inquirições de 1258, o repovoamento da Várzea de Meruge aconteceu após a Reconquista. Os territórios que hoje formam a povoação e que pertenciam  ao termo da vila de Casal, foram doados à Ordem de Aviz.
No século XIV a   paróquia medieval de Santiago de Meruge  foi dividida em três: Várzea, Carragozela e Torrozelo. 
Em 1514, D. Manuel I concedeu foral à Várzea de Meruge. 
Em 1840 esta freguesia pertencia ao extinto concelho de Ervedal. Fez parte do arcediagado de Seia, da Diocese de Coimbra, transitando em 1882 para a Diocese da Guarda.



O padroeiro da povoação é Santiago.
A Igreja tem estilo simples, tendo no seu interior três altares, destacando-se a imagem de Santiago no altar-mor. 
Para além da Igreja Matriz  existem ainda na povoação duas capelas.

- Capela da Nossa Senhora de Fátima

Situada na Várzea de Baixo, foi construída em 1943, subtituindo a Capela de São  Simão, popriedade dos Condes de Arouce.

- Capela da Nossa Senhora da Graça


- Portal românico de cemitério
- Sepulturas antropomórficas 


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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Carragozela - Seia

O Açor continua a conhecer algumas localidades dos arredores da serra do Açor e vamos para o concelho de Seia, onde algumas das suas aldeias já foram alvo de posts.
Hoje a aldeia escolhida é Carragozela, uma das povoações que formam a União das Freguesias de Carragozela e Várzea de Meruge.

Actualmente denominada por Carragozela, ou Carragosela,  apareceu em documentos antigos como Carragozelo.  
Esta aldeia localiza-se numa das encostas  da Serra da Estrela e a sua origem conhecida, remonta a uma época anterior à ocupação romana. 
Fez parte do arcediagado de Seia e Diocese de Coimbra. Em 1882, transitou para a Diocese da Guarda.
Crê-se que no local onde actualmente se encontra a Capela de São Silvestre   existiu um convento de frades da ordem de Avis.


O orago da povoação é São Sebastião e a Igreja Matriz data de 1965. 
A  2 km  da povoação, no sentido da Várzea , existe a Capela São Silvestre, também conhecida por ermida de  Nossa Senhora das Neves, em virtude de ser a imagem desta santa que figura no altar - mor. 






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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Grão de Bico com Entrecosto & Farinheira

Foto de Receitas muito fáceis.

Ingredientes
800 g de grão de bico cozido
600 g de entrecosto cortado em pedacinhos
1/2 couve lombarda cortada em pedaços não muito grandes
1 chouriço corrente
1 farinheira
1 cebola
1 folha de louro
2 colheres de sopa de azeite
1/2 copo de vinho branco
1 colher de sopa de polpa de tomate
2 dentes de alho
2 cenouras
sal e pimenta q.b.

Preparação:
Pique a cebola e os dentes de alho e leve-os a alourar num tacho juntamente com o azeite e a folha de louro. Junte depois o entrecosto, o chouriço cortado em rodelas e deixe fritar um pouco. Tempere com sal e pimenta. De seguida junte a polpa de tomate, o vinho branco e um pouco de água e deixe cozinhar até a carne ficar quase no ponto. De seguida junte as cenouras e a couve.
Quando a couve estiver quase cozinhada junte o grão de bico e a farinheira cortada em rodelas. Deixe cozinhar até levantar fervura. Retifique os temperos.
Sirva com arroz branco.


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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Museu Industrial do Barreiro

O passado Sábado foi o dia escolhido para mais um encontro cultural do grupo de amigos do qual eu e o meu marido fazemos parte.
Desta vez, visitámos o Museu Industrial, situado no complexo da antiga CUF, no Barreiro.
O Museu localiza-se no edifício da antiga Central Diesel e ali se pode observar um variado espólio de equipamentos industriais, relacionado com as diversas valências  industriais que se desenvolveram, bem como todas as acções de cariz social postas à disposição dos trabalhadores deste complexo industrial pelo proprietário, Alfredo da Silva.
Desta visita, partilho algumas imagens do valioso acervo existente neste espaço museológico.

Núcleo dos Têxteis



Fabrico de Sabão

Fabrico de Óleos Alimentares


Fabrico de Adubos

Laboratório e Posto Médico



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