sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Porque É Fim de Semana: Serra do Açor

Hoje não vou escrever sobre nenhuma aldeia da serra do Açor, nem das suas redondezas, como tenho estado a fazer todas as Sextas-Feiras. 
Desta vez, o post é dedicado a algumas aldeias da minha freguseia que, no último fim de semana, se viram flageladas pelo tremendo incêndio que devastou grande parte da serra do Açor.
Não há palavras para descrever tal tragédia. Ficam as imagens.
Agroal 

Pomares

Barroja ( Foto de Jorge Costa)

Vale do Torno (Foto da C. M. de Vale do Torno)
Sorgaçosa (Foto de Miguel Tavares)

Corgas (Foto do Facebook das Corgas)
Barrigueiro ( Foto de Helder Gomes)
Sobral Magro (Foto do Rouxinol de Pomares)
Soito da Ruiva ( Foto de Teresa Neves)
Sobral Gordo (Foto de Elena Caballero)



Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Heróis Que Não São Super-heróis




O incêndio apagou-se. 
Já nos lamentámos da nossa má sorte por termos ficado sozinhos, entregues à defesa das nossas aldeias.    
Está na hora de dar a volta por cima, ajudar os que ficaram sem nada e não atacar em todas as direcções.
Os bombeiros podem ser heróis mas não são super-heróis.Eles estavam no terreno. Se não chegaram a algumas aldeias, foi porque não têm poderes divinos para atravessarem as chamas e chegarem aos locais já isolados pelas várias frentes de fogo.
Compreendo que muitos de nós tenhamos sentido uma certa revolta, porque eles estavam na aldeia vizinha e não vieram à nossa, mas se todos estavam na mesma situação, que poderiam ter feito? 
Eles também não têm o dom da ubiquidade e nenhum de nós é mais mais importante que o vizinho.
Se alguém tem culpas no cartório, não são decerto os bombeiros que diariamente, põem em risco as suas vidas, para salvar as vidas dos outros.

Os bombeiros não chegaram às "minhas aldeias de coração", mas continuam a merecer todo o meu respeito.


Obrigada pela sua presença. Volte sempre!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

O Inferno Continua!

A serra do Açor está coberta com um extenso manto negro.
Fruto sabe-se lá de quê, nos últimos dias as suas encostas transformaram-se num enorme inferno de chamas, que o vento excessivamente forte propagou rapidamente, colina atrás de colina.
Um espectáculo dantesco! 
Chamas enormes que, sem dó nem piedade, dizimaram vegetação, animais e pessoas. 
E, aos poucos habitantes das pequenas aldeias, muitos deles de idade avançada, restava-lhes aguardar, sozinhos, a chegada do inimigo que lhes iria levar os seus bens e talvez a vida.
Mas,  as "gentes" da serra não são fáceis de dobrar. Sempre assim foi. Não nasceram nem foram criados em berço de ouro. Cresceram a  numa região que tinha tanto de bonita como de difícil de trabalhar. Lutaram para conseguir melhores condições de vida e não era agora , que se iam dar por vencidos.
E não deram. 
Bombeiros não havia, a Protecção Civil nem tinha a região no mapa dos fogos, entidades oficiais, nem vê-las...
Que fazer?
Fazendo das fraquezas forças, correndo de ponta a ponta das aldeias, foram salvando as suas casas e, com um extraordinário sentimento de solidariedade , salvaram as casas dos vizinhos. 
Foram uns heróis dignos de condecoração, mas  só serão lembrados por nós, seus conterrâneos que, cá de longe, vivemos momentos dramáticos sem saber de que forma se estavam a desenvencilhar de tamanha batalha. 
Agora que o inimigo foi afastado, continuam estóicos, sem electricidade, telefone e em algumas aldeias sem água,  mostrando  de que raça são feitos os Homens e Mulheres da serra.  
São heróis anónimos. Mas são os nossos Heróis!




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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Porque É Fim de Semana: Aldeias

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para Aldeias, uma localidade da União de Freguesias de Aldeias e Mangualde da Serra.
Esta povoação situa-se no sopé da Serra da Estrela e é formada por dois lugares, São Cosmado e Alrote. 


O Orago é São Cosme, mas também se assinalam as festividades do Mártir São Sebastião e da Imaculada Conceição.
Do  património de  Aldeias, para além  da igreja Matriz, também fazem parte:
- Capela de São Sebastião


- Cruzeiro do Terreiro



- Piscina Fluvial.


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quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Girabolhos - Seia

Girabolhos é uma aldeia sede de mais uma freguesia do concelho de Seia, situada bem perto do rio Mondego.


Foto: Vitor Oliveira Borges

Pertenceu durante muito tempo à diocese de Coimbra. Em 1882 passou a pertencer à freguesia de Tourais até à data em que se tornou  sede de  freguesia.


Foto: tonygirabolhos

A padroeira de Girabolhos é Santa Justa
- A Igreja Matriz é uma das maiores e mais belas de toda a região.

Existem ainda na povoação outros locais de culto.
- Capela São Nicolau
Capela datada de 1655.  O interior tem nave única com  retábulo de talha. 
Para além da imagem de São Nicolau, na capela existe uma escultura de Nossa Senhora de Fátima.
- Capela de Nossa Senhora da Cabeça
Foto: http://www.allaboutportugal.pt



- Casa de Girabolhos 

Foto: http://solaresebrasoes.blogspot.pt





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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

DESABAFO

A poesia de hoje é duma natural da serra do Açor, desolada pelo incêndio inclemente que devastou mais uma vasta região da serra do Açor.




DESABAFO
Esfumam-se os verdes no ar…

Cobre-se a terra de fumo e calor

Os lutos ficam a moldar
O casario branco de cor…



A natureza ficou triste revoltada
Como ficámos nós, no nosso olhar…
Imagem que gostávamos ver apagada
E não mais pudesse voltar…

Cinzentos ficam os pensamentos…
No que ainda podia acontecer
Vivências de intensos momentos
Vendo chamas a tudo varrer…

Com vozes…Deus nos acuda…
E homens cheios de vontade
Pondo fim a esta luta…
Fruto de muita maldade…

São Pereira



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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Imagens Que Falam Por Si


Cenário Dantesco na Serra do Açor


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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O Flagelo Continua...

Quando é que isto vai acabar? É a pergunta mais frequente na boca dos habitantes das povoações que têm sido assolados pelos incêndios.
Nos últimos dias,  o meu concelho e o vizinho da Pampilhosa da Serra estão a ser atingidos por este flagelo que tão impiedoso tem sido este ano. 


Neste momento, o fogo lavra, sem dó nem piedade, atrás dos montes que rodeiam a minha aldeia. Durante todo o dia, acompanhou-nos uma enorme angústia, temendo que ele passasse para o lado de cá.  

A sensação é indiscritível e a raiva por nos sentirmos impotentes nesta luta contra os energúmenos que  lançam o terror nos habitantes de povoações pobres e quase desertas, tirando-lhes a maior riqueza que ainda lhes resta, a sua magnífica paisagem verde e luxuriante.


Neste momento, grande parte da serra está vestida de negro e as chamas continuam a lavrar, não dando tréguas às povoações que ainda não foram atingidas.
Os bombeiros estão exaustos e a dar o seu melhor e é neles que depositamos a nossa esperança, mas...
Quando é que isto vai acabar?




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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Porque é fim de semana: Paços da Serra

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para a freguesia de Paços da Serra, situada numa das vertente da Serra da Estrela.


Segundo uma tradição local, esta bonita povoação deve a sua fundação a um grupo de pessoas que viviam  em Castro Verde e que aqui se fixaram, fugindo  a uma praga de insectos.
Pertenceu ao concelho de Santa Marinha com o qual partilhava responsabilidades administrativas e legais, tendo  Procurador, Vereadores e Magistrados. 
Recebeu foral do rei D. Manuel em 1514.
Em 1839, o concelho de Santa Marinha foi extinto e Paços da Serra transitou para  o município de Gouveia.

Tem como padroeiro o São Miguel.


A paróquia de São Miguel de Paços, ou Paços da Serra fez parte  da Diocese de Coimbra até 1882, ano em que transitou para a Diocese da Guarda.
Na povoação existem vários locais de culto, dos quais destaco:
- Igreja Matriz
A Igreja paroquial tem planta longitudinal composta por uma nave,  capela-mor mais estreita. Adossadas tem  a sacristia e uma torre sineira. 
Apresenta características de arquitetura maneirista e barroca. No interior, destacam-se  o púlpito e os retábulos tardo-barrocos, de talha pintada e dourada .

- Capela da Senhora do Amparo


No que respeita ao património civil, existe na povoação um solar de família do século XVIII, conhecido por Casa Grande. A partir de 1986, a família abriu a Casa ao Turismo de Habitação.

   

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Pinhanços - Seia

O almoço de ontem foi em Pinhanços, uma localidade sede duma das freguesias do concelho de Seia.



Num dos vários restaurantes locais, desfrutando duma maravilhosa paisagem para a serra da Estrela, almoçámos comemorando o aniversário de meu pai.
A origem desta povoação remonta à época da ocupação árabe, comprovado com a existência  dum almocábar (cemitério) mourisco, na região.


O orago de Pinhanços é Santa Luzia. 
A paróquia de Santa Luzia de Pinhanços fez parte  do arcediagado de Seia da Diocese de Coimbra. Em 1882, transitou da Diocese de Coimbra para a da Guarda.
A Igreja Matriz, data do século XVIII.


Outros pontos de interesse em Pinhanços, são:

- Capela de Nossa Senhora da Lomba
Templo datado do século XVIII.



- Capela de Santo António



- Capela e Fonte de São Pedro



- Casas solarengas.


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

89º Aniversário do Meu Pai

Em dia de aniversário do meu pai, não podia deixar de estar presente junto dele. 89 anos não é para todos, principalmente quando se tem alguma saúde e, principalmente,  lucidez como é o caso.


Comemorámos a data com um pequeno passeio pelos arredores e um almoço em Pinhanços no restaurante Senhora da Lomba.
À noite, após o jantar cantámos os Parabéns, ele apagou as velas e desejámos que para o ano possamos estar novamente juntos.




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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Lançamento do Livro "Vivências Vividas" de António Martinho

No passado Sábado, o meu cunhado António Martinho lançou o seu primeiro livro de poesia, na Associação de Reformados do Laranjeiro.


Na Mesa de Honra, esteve acompanhado pelo  filho, pelo irmão e pelo grande amigo e impulsionador da publicação deste livro, o poeta Jaime Lopes.
Na assistência estiveram presentes muitos familiares e amigos.

De destacar, um elevado de amigos virtuais, na maioria naturais da Serra do Açor, que estiveram presentes, para com ele festejarem a concretização dum dos seus maiores sonhos.


Entre  discursos mais ou menos emocionados, foram lidos alguns poemas e um grupo musical animou os presentes, entoando algumas músicas tradicionais.


Das muitas fotos da tarde, partilho mais algumas.






Obrigada pela sua presença. Volte sempre!